Amigos presentes


-Sou do Rio de janeiro, Jacarepagua -Tenho de 25 a 36 anos




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É isso aí
Ana Carolina e Seu Jorge









 



A madrugada já estava alta quando o ponteiro do velocímetro apontava os 120 Km/h. Do banco do carona pude perceber, com os olhos entreabertos, as luzes do Aterro do Flamengo. 

O vento vindo das janelas abertas ecoava dentro do carro me impedindo de dormir. Sempre que voltamos de alguma balada, gosto de deixar que Renata leve o carro, assim não pago pelos efeitos do álcool que aquela festa no Centro havia deixado.

Deitado, de lado, num estado de letargia onde já não sabia mais o que era realidade ou sonho, pude sentir o perfume de Sandra, a loira estonteante a qual desejei a noite inteira. Nem acreditei quando Renata a ofereceu a carona, mesmo isso nos obrigando a mudar bastante o nosso curso normal.

Ao fazer uma curva mais fechada, minha mão caiu em direção ao tapete de trás do assento do motorista, encontrando os pés de Sandra, que assim como eu se mantinha de olhos fechados, parecendo uma Deusa com um leve sorriso nos lábios. Parecia estar sonhando. (Eu ou ela?). 

A tez macia daqueles pés desnudos fazia me sentir entorpecido mais ainda. Foi quando senti seus dedos acariciarem minhas mãos, como se procurassem algo em que se coçar.

Renata continuava dirigindo, sem nem mesmo perceber que eu estava acordado. Estava impregnada em seus pensamentos, talvez na briga em que havíamos tido no dia anterior, onde por pouco quase terminamos tudo.

Minhas mão agora brincavam entre os dedos de Sandra, por vezes em seu  tornozelo. Tudo com o seu perfeito consentimento.

Podia perceber as suas reações a cada nova carícia que fazia àquela parte que para mim era  tão desprovida de desejos. Ela se contorcia lentamente e escorregava seu corpo no banco de trás, talvez me convidando para carícias mais ousadas, mesmo sabendo que poderia ser surpreendida a qualquer minuto, bastava uma olhada pelo retrovisor. Seu rosto a condenava.

Subi minha mão pelo seu tornozelo, sentindo os pêlos ralos e loiros de sua perna. Vestia uma camisa azul bem decotada, e uma minissaia preta. Não vestia meias, mesmo com o tempo, naquele final de Outono no Rio, estar bem fresco naquele ponto da cidade. Continuei subindo minhas mãos em direção às suas coxas e, como se a investida já estivesse sendo aguardada há muito tempo, sua reação foi de alívio, escorregando ainda mais no banco do carona, me ofertando seu corpo, pronto para meus dedos hábeis. Suas pernas grossas, bem desenhadas, se estavam quentes e úmidas numa mistura de calor e excitação. Pude sentir o toque leve da renda, de tecido fino, que me separava de meu principal objetivo naquele momento. Ouvi um gemido sufocado, solto ao toque de minha pele na sua, no mesmo momento em que Renata freava bruscamente o carro, devido a um sinal de trânsito. Eu me mantinha imóvel, com meu corpo quase de bruços no banco do carona. Apenas minhas mãos se moviam habilmente atrás do banco de Renata.

Depois do susto, recomeçamos. Desta de vez de uma forma mais frenética, onde pude vasculhar cada pedaço daquela carne tenra. Seu cheiro exalava docemente ao meu olfato, quase imperceptível. Pude sentir aquele corpo se desfalecer quando, como em libertação, pude perceber um leve filete de sangue escorrer dos lábios mordidos de minha Deusa loira. Seu sulco escorria por entre suas pernas e meus dedos, talvez manchando o banco do carro. A viagem terminara.

Após nos despedirmos de Sandra, eu, como se nada houvesse acontecido, voltei à minha posição inicial, pegando levemente no sono e sentindo em meus dedos o cheiro doce do meu desejo.

Renata colocava a chave na porta de casa quando sentiu meu braço percorrer sua cintura, por trás, beijando sua nuca. Como numa explosão, virou-se e me beijou vorazmente.

 Como dois amantes que acabara de se encontrar, entramos em casa nos rasgando, eu, num misto de tesão represado, desejo contido e odor do sexo de outra nas mãos, me deixei levar por sua vontade, como se ela tivesse presenciado toda a cena no carro e surpreendentemente se excitara com aquilo. Mas sabia que não. Ela nada vira, apenas estava se deixando levar pelo cheiro e clima de sexo que nos envolvera mesmo sem ela sentir. Entregava cada vez mais seu corpo para mim, me convidando a fazer tudo que eu quisesse, pronta para receber o gozo que era de outra.



-Escrito por : Bruno às 15h26
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Breaking The Habit

Linkin Park

"Memórias consomem
Como abrir uma ferida
Estou me aborrecendo outra vez
Você supõe tudo
Estou a salvo aqui em meu quarto
(a não ser que eu comece tudo de novo)
Não quero ser aquele
Que as batalhas sempre escolhem
Pois no íntimo descubro
Que sou o mais confuso

Não sei pelo que estou lutando
Ou por que tenho que gritar
Não sei por que instigo
E digo aquilo que não quis dizer
Não sei como fiquei desse jeito
Sei que não está certo
Então estou
Quebrando o hábito
Esta noite

Dominando minha cura
Tranco a porta
Tento retomar minha respiração
Machuco muito mais
Do que já fiz antes
Outra vez fiquei sem opções

Vou escrever nas paredes
Porque sou quem tem a culpa
Não vou lutar outra vez
Pois é assim que termina."

 

Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpa a todos pela minha ausência, realmente aconteceram muitas coisas que, infelizmente, me mantiveram fora da net e principalmente dos blogs este tempo todo. Em segundo lugar, agradeço aos amigos que sentiram minha falta e que mesmo sem eu publicar nada aqui por quase dois meses, continuaram me visitando e deixando mensagens. Muito obrigado mesmo. Isso me faz ver o quanto é importante este laço que formamos aqui na net.

Senti muita falta de todos. Falta de fazer minhas visitas diárias aos blogs de quem tanto gosto, falta de rir e de chorar com histórias de vidas de amigos que sempre me emocionaram.

Assim como eu, percebi que muita gente está, aos poucos, abandonando seus blogs. Fico triste, pois sei que por mais que a nossa vida "real" nos tome muito tempo, esta é uma forma de extravazarmos as nossas tensões, os nossos estresses do dia-a-dia, os nossos medos, enfim... Peço aos amigos que não deixem isso acontecer, pois por mais que nos sintamos desmotivados e cansados para sentar diante do computador e escrever algo que estejamos sentindo, sempre é reconfortante quando lemos uma palavra amiga deixada nos comentários, um ponto de vista que talvez não estivéssemos percebendo ou até mesmo uma crítica ao que temos feito.

Sei que tenho sido meio relapso em relação ao meu blog, mas pretendo, daqui pra frente, atualizar com mais frequência e voltar a fazer minhas visitas. Não digo que estou de volta porque nunca parti, mas estarei mais presente daqui por diante. Muitas coisas aconteceram comigo durante este tempo, e conforme eu for postando, eu conto a vocês.

Beijos e abraços enormes em todos.


Pergunta: O mundo todo está numa tendência gótica , é modismo ou é só impressão minha?



-Escrito por : Bruno às 17h31
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